quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Chegadas e partidas




Por Keka Demétrio

Recebi um vídeo de um amigo muito especial que fala sobre o tempo de permanência das pessoas em nossas vidas. E de como nada é por acaso, que tudo tem o dedo do Criador.

Então fiquei pensando que no decorrer da minha vida eu fui experimentando algumas sensações, umas boas, outras nem tanto, que de alguma forma ampliaram minha visão em relação a chegadas e partidas em minha.

Houve um tempo em que eu ficava buscando explicações para acontecimentos que só o tempo seria capaz de me fazer entender, é que muitas vezes, quando a gente faz parte do problema, não conseguimos enxergar o todo, percebemos apenas a parte que faz o coração doer e a alma ficar triste, o que torna tudo muito mais complicado para se achar uma solução e sair do ciclo vicioso.

Tempos atrás quando alguém entrava em minha vida eu só conseguia perceber o que esta pessoa me oferecia, mesmo que migalhas, para mim era o suficiente, porque era como se só ela fosse boa e capaz e eu, bom, o descrédito em mim mesma era muito grande para que eu conseguisse perceber que eu também fazia parte do processo e que tinha muito para oferecer. E então, quando essa pessoa ia embora, quando o ciclo se fechava, eu caia em tristeza profunda, daquelas que nos leva a marejar os olhos só de imaginar a pessoa. Era como se eu jamais fosse sorrir de novo. Agora imagina, eu, a Keka, deixando de iluminar o mundo com esse sorrisão lindo que é uma das minhas marca registrada!! Não, seria muito desperdício! ahahaha

Hoje é diferente. Meu coração continua mole feito gelatina, mas aprendi a não deixa-lo tremer tanto. Não consigo isolar 100% a tristeza quando percebo que algo muito bom está acabando, ou que não está dando certo por algum motivo, mas agora saio de cena com o coração e a alma serenos. Mesmo tendo consciência de que errei em muitos momentos, não fico me recriminando ou me julgando, porque sei que naquela hora ofereci o meu melhor. Sou do tipo que não gosta de jogos, nem os de amor, mas se for necessário jogar que as regras sejam claras, assim como procuro ser sempre, sem máscara, sem carregar culpas ou vergonha de dizer que amo. Sem medo de chegar ou partir.

Talvez por já ter vivido algumas boas desilusões eu tenha ficado mais seletiva, porém não menos apaixonada. Não quero desistir nunca do amor, das sensações fantásticas que ele nos faz vivenciar, e não quero abrir mão das idas e vindas, porque é esse fluxo de emoções, de trocas, que faz com que a gente se sinta realmente vivo.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Nossa!
    Depois desta leitura vou repensar a miha vida e fazer como você.
    Valeu! Foi uma Luz que encontrei.

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